Renato em 30/06/2008 13:07
Só complementando o comentário anterior, eu também reparei exatamente tudo o que foi dito pelo alvm durante as transmissões. Um comentarista não pode demonstrar sua preferência em público durante a narrativa e um determinado evento. Tem de ser imparcial. Só que ser imparcial é muito difícil e isso é para poucos.
O Datena também comenta o desfile das campeães no sábado pós-carnaval, que é exlusividade da Band, e ele comete atrocidades após atrocidades em seus comentários e também fala direto o tempo todo. Acontece que os eventos são absolutamente diferentes, no Boi-bumbá pelo que entendi, o narrador conta a estória durante todo o desenrolar do tempo (3 horas né?), diferente dos 80 minutos que cada escola de samba tem para contar um enredo que é constituído de uma única música, o samba enredo daquele ano para aquela agremiação. Se uma pessoa conhecer a letra do samba e a estória ou história envolvidos nele, entenderá o desfile facilmente. São duas formas completamente diferentes de expressão cultural gente, não dá para comparar. Seria o mesmo que comparar tango com samba, ópera com dança de salão, andar de bicicleta e pular corda, pizza com feijoada.
O que se pretende discutir aqui, foi o fato do Datena falar literalmente o tempo todo e de ter mostrado sua preferência por um boi. Outra coisa foi a inexperiência para mostrar o desenrolar da estória na velocidade que acontecia. Confesso que não entendi tudo, aliás entendi muito pouco e que preciso talvez ler mais para entender como o festival se desenrola. Não é fácil! mas o desfile de samba também é complicado de se entender, principalmente se as pessoas não têm hábito de ler, estudar sobre os assuntos (história da humanidade e atualidades). Estas pessoas acabam ficando iguais ao estrangeiros, acham tudo muito exótico, tudo muito diferente, ver aquele povo fantasiado, pulando, cantando e dançando mas não entendem a essência da coisa, fui claro?
Não acredito que as coisas irão mudar em 2009, 2010 e por todo o tempo que a Band estiver na frente das transmissões e mantendo o Datena como apresentador, é o estilo e jeito dele e ele não sabe ou não pretende fazer de outra forma. O formato dele funciona muito bem para o programa popular policial que ele faz, pois ele tenta e consegue naquele tom de voz, linguajar e frases de efeito alcançar os seus objetivos, mas daí partir para eventos populares de cultura de massa ele tem muito a aprender.