FIBRAS AZUL E BRANCA . O nosso glorioso festival se aproxima na sua quadragésima edição e estou muito ansioso , como é claro isso ocorre em todos os anos , só que é torcedor de brio sabe o que estou falando . Sinto saudades daqueles anos que não voltam mais , 1994 , 1995 , 1996 ..... os quais o nosso touro negro nos deu muita alegria ao proporcionar aquelas delirantes apresentações , com toadas que levantaram a nação azul e branca e hoje quando tocam marcam ausência de algo que se foi .Aqueles toques sutis e característico da nossa agremiação , com apresentações simples , porém com muito bom gosto e criatividade , o caprichoso brilhou e continua a brilhar , mas de forma diferenciada . Aqueles rituais cheio de inovações quem não lembra : em 95 aquela descida explêndida de Daniela assayag da arquibancada azul em uma enorme LAGARTA DE FOGO , as ONÇAS DE KANANCIUÊ brilhando com charme ao embalo do pajé naquele enorme urubu - rei e fechando aquela festa o ritual TEMPLO DE MONÃ . Em 96 o caprichoso inova toadas , ritmos , tribos mais coreografadas , e tras a arena um grandioso ritual o RÉQUIEM - A RESSUREISSÃO JUNTO COM A LENDA DO KUARUP e se torna bi - campeão . Em 97 o caprichoso repete o show ao embalo de ritmo quente a melhor e mais contagiante toada do festival e monta o ritual da RESSURREISSÃO do próprio boi , e leva a galera a loucura com uma AMZÔNIA QUATERNÁRIA COM O RITUAL DO FOGO - a transformação da água em fogo e fecha o epetáculo com a grandiosa CATEDRAL VERDE . Já em 1998 o boi vem mais dançante com a CRIAÇÃO DE UM MUNDO CABOCLO segundo a visão das pajelanças e recria o triste cenário das chamas sobre a nação yanomami com aquele ritual de da pajelança chuvas e trovões e se despede com um nova revitalização da vida marcado pelo RITUAL DA VIDA . Em 1999 o caprichoso parece ter proposto uma proposta mais leve de brincar festival , inovando nas iluminações de arena e na rapidez das toadas , que deram cores e magia aos ritos da NOMINAÇÃO , ORAÇÃO DA MONTANHA E ÊXTASE DO XAMÃ . Chega o ano 2000 o caprichoso promete mais um show e põe na arena um boi tribal e com toadas mais leves , porém com cadência e ritmos inovadores a fim de celebrar as nações MUNDURUKUS e os MURAS as tribos rivais de nossa amazônia , mostrando o mundo ritualístico PÁIKCÉS MUNDURUKUS , e em andamento desvendando as andanças gurrilheiras dos seguidores do PÁSSARO DA TOCAIA e fechando aquele ano com uma celebração de paz e respeito aos nosso índios , saindo um boi campeão da arena . Chega o século X X I , o caprichoso monta na arena a rota dos TUPINAMBÁS , os quais foram os descendentes dos parintintins , recriando num ritual belíssimo a vida das mulheres sem maridos as guerreiras amazonas - as YNCAMIABAS e seus amuletos os MUIRAQUITÃS , e depois o boi caprichoso monta uma noite especial num rito onde o céu seria o abrigo dos grande líderes das tribos - os TUXAUAS - com o ritual O CÉU DOS ESCOLIDOS , porém faz um desfecho de festival pedindo paz e amor entre as raças - o que eu não considero muito coerente o conceito de RAÇAS entre nós , humanos , e acho que essa palavra foi impregada de forma infeliz , seria mais apropriado usarem etnias , porque é isso que o Brasil tem , além da miscigenação étnico , bem isso é claro que não ofuscou o brilho de nosso boi . Em 2002 uma proposta diferente de fazer festival inovou novamente as apresentações do touro negro trazendo os encantos , mitos e magia de uma AMAZÔNIA CABOCLA DE ALMA INDÍGENA - buscando os segredos tapajônicos , as belesas do rio negro e solimões , o caprichoso traz muita coisa diferente ao bumbódromo entre eles a A FERA KARAMANAÉ , OS MISTICISMO DOS KAMAIURÁS NAS DANÇAS SUIÁ E TUPAIÚ E NA LENDA DENAKIÊ , ALÉM DA DANÇA SAGRADA E FECHANDO O FESTIVAL COM O SOM E A DANÇA DO TORÉS E O GRANDE RITUAL TRUDA AOS EMBALOS DA COMEMORAÇÃO DO PENTA - CAMPEONATO DO BRASIL NA COPA DO MUNDO . E finalmente , 2003 o caprichoso comemora seus 90 anos de raízes e tradições na amazônia e com direito de erguer o grande troféu de campeão de forma merecedora e lisura pelo grandiosíssimo espetáculo de todos os tempos , o que eu nunca tinha visto, o caprichoso tão espetacular e emocionante pelas três apresentações : a noite verde onde foi retratado a preservação de nossa biodiversidade e com o inigualável RITUAL ULAYKÍMPIA DOS MEHINÁKUS , a noite cabocla marcada pelo " bate que bate - bate coração azul e branco ... " comemorando as tradições e raízes de nosso touro negro finalizando com o RITUAL TAPIRAPÉ - ANGARATÃ , e fechando o festival como o grande campeão de 2003 e com muita garra na terceira noite tribal um fechamento indescritível com o maior ritual de todos os tempos ao som da melhor toada - O RITUAL MOCHICA - da tribo pré - colombiana mochica , mostrando os verdadeiros descendentes dos yanomamis E o caprichoso é isso , mostrei aqui um pouco de meu amável touro negro das américas e estamos ansiosos para o festival deste ano que certamente o boi caprichoso fará o melhor festival de todos os tempos e o primeiro bi - campeonato do século X X I . Um abraço e até a próxima .