'Levanta meu curral que o Caprichoso é meu amor, é minha paixão...' Foi quando o refrão da toada Delírio Azul ecoou no sambódromo, ritmada pela Marujada, que o Bar do Boi acelerou o passo e a festa esquentou. Ao som dos tambores e dos batuques cerca de dez mil pessoas dançaram com Prince do Boi e mostraram que, a contar pela noite de sábado, o Bar do Boi voltou ainda mais forte e organizado este ano.
No palco, com som e iluminação impecáveis, a Marujada de Guerra deu um show à parte. E, em meio aos surdos, um instrumento sozinho fazia uma sensível diferença. Duas tábuas que, nas mãos de Wilson Raimundo Lopes, 42, e há 15 tocando na Marujada, se transformaram nas 'palminhas' - um recurso de percussão tradicional do boi bumbá de Parintins que havia se perdido no tempo e desde o ano passado começa a ser reintroduzido na Marujada.
'As palminhas servem para dá o ritmo. Para tirar som delas é preciso muito ensaio e um pouco de resistência', conta Wilson, que também toca surdo. Para ele, o retorno das palminhas - duas tábuas de pouco mais de um centímetro de espessura e mais de um palmo de comprimento - é o resgate das origens do boi bumbá. 'As palminhas fazem parte da tradição e elas precisam voltar.'
Além da valorização cultural, as palminhas ajudam na marcação do ritmo e dão o swing diferenciado do Caprichoso, na avaliação de Lauro Cavalcanti, coordenador da Marujada. 'Elas, junto com o rocá, ditam o ritmo e não deixam perder o tempo da toada', explicou.
Por mais de uma hora a Marujada fez a festa no Bar do Boi e acompanhou o cantor Zezinho Correa que entrou no palco depois da meia-noite. Com ele, o público recordou o Tic-Tic-Tac e outras toadas de sucesso do passado. E a arena do sambódromo parecia um grande balé sincronizado dançando o ritmo que anos atrás conquistou o Brasil e o mundo.
Mas foi com o Canto da Mata que o Bar do Boi estremeceu as estruturas do sambódromo. Era 1h e o público já havia tomado a arena e muitos camarotes. Quando os tambores da banda começaram a rufar uma queima de fogos de artifício iluminou o céu. Em terra firme, a galera da Força Azul e Branca (FAB) ergueu balões coloridos. Os bailarinos do Caprichoso, trocaram o branco pelo azul e mostraram como dança o boi bumbá.
A noite terminou com o show do Pop da Selva, Arlindo Júnior, que entrou no palco às 2h ainda com o sambódromo quase tomado pelos torcedores do Caprichoso.

Últimos comentários
O Arlindo é um reflexo de nós caprichosos,ele ta caindo mesmo,afinal depois q o cara é levantador de toadas,bota o bixo numa fria pra apresentar o boi,em 98 é Deus e 99 é o Diabo e depois disso ele é rouco fanho e grita demais,nos caprichosos deveriamos ter levantado a moral dele,mas naum só vamos criticar q é mais facil,olha o garantido ta com os musicos e produtores musicais a aproximadamente a 8 9 anos, o caprichoso muda a todo ano como q um boi desse vai pra frente
A DAyana cada dia que passa tá mais "considerada", fora a sua própria coreografia que chama atenção de todo mundo... vocês deviam fazer uma matéria com ela....
amei ver o alex ponttes no canto da mata, eu sou muito fa dele, ele ta cada vez mais lindo voces deveriam fazer entrevistas comtodos os cantores e colocar na internet a disposicao dos internautas. nao tenho nada sobre o alex e nem como saber. agora sobre o Arlindo ele nao ta com nada, simplesmente nao agitou em nenhum momento, a galera esvaziou o sambodromo depois de 15 min. de sua entrada. ta brabo, e a dayana continua maluca, gosto muito desse seu jeito