Haroldo Barroso Neto em 15/04/2003 00:00 @
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Não tenho certeza exatamente quando ocorreu o primeiro jure onde os componentes passavam a ter um conhecimento de causa mais apurado quanto aos diversos segmentos artísticos exibidos pelos bumbás no festival folclórico. Em 2001 e em 2002 tenhocerteza que o jure era formado por estudiosos, folcloristas, etc. Representantes de universidades, faculdades e centros de pesquisa que tinham ligação com músicas folclóricas, estudiosos em indianismo, em artes cênicas, etc. Mas nesses anos os ítens que cada um julgava era sorteado, fazendo um jurado atuar em um ítem que não era a sua especialidade, por exemplo (mas veja que mesmo assim ele tinha um conhecimento bem mais apurado independente de não julgar um ítem de sua especialidade). Isso era o que acontecia de fato, portanto, pelo que sei, desde 2001 o jure já se formava por conhecedores do assunto folclórico e indígena também. Concordo que o ideal era de que esse jurado especializado atuasse na sua especialidade. Outra opnião que tenho é que trazer jurados de renome na cional, como sugere o caprichoso não está muito bem cláro. Como estão usando muito o exemplo do cantor baiano Carlinhos Brown, comento, não acho que ele pudesse ser uma pessoa tão qualificada para ser jurado quando as que já estavam sendo convidadas, estudiosos de fato. Ele por exemplo tem uma ligação, pelo que conhecemos dele, com a música de uma forma geral é cláro, mas com um formação de influência baiana e sua musicalidade. Será que ele já ouviu boi-bumbá alguma vez? Será que ele tem cacife pra atribuir uma nota sobre uma toada que tem um conteúdo amazônico unido às nossas gírias, as influências dialéticas dos povos indígenas, a nossa fauna e flora? Uma jurado portador desse conhecimento e que fosse imparcial para julgar ambas agremiações seria o IDEAL. E será que existem pessoas assim no Brasil? Tenho certeza que sim. Não seria estranho uma bailarina julgar a nossa forma de dançar o boi-bumbá? Estou aqui apenas levantando as questão e não desqualificando o nome dos exemplos citados acima. A bailarina Ana Botafogo seria a pessoa ideal a analizar os nosso gestos, atos e modos de ser expressar corporalmente sob a forma de danças e coreografias face a todos os citério, a todas as influências que formou esse modo específico dança? Seria um bom nome já que ela tendo uma formação em dança clássica (balé)? Imaginem, ela julgando os modos de dançar do pagé? Corre o risco dela atribuir a menor nota para ambos!!! :-) ... mas sim, vamos torna a discursão sobre o assunto iniciado de forma sadia, sem que haja desvios. Seria interesssante conhecer a opinião de pessoas que possam participar da discursão de forma a inriquecer e contribuir. Se quieserem falar de outro assunto que se iniciem outros diálogos, cada um com seu assunto específico.
GARANTIDO RUMO AO PENTA !!!!!